{"id":563,"date":"2018-02-27T07:58:25","date_gmt":"2018-02-27T11:58:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ppgta.ufms.br\/?p=563"},"modified":"2018-02-27T07:58:46","modified_gmt":"2018-02-27T11:58:46","slug":"doutorando-do-pgta-concede-entrevista-sobre-seu-periodo-no-mit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ppgta.ufms.br\/pb\/doutorando-do-pgta-concede-entrevista-sobre-seu-periodo-no-mit\/","title":{"rendered":"Doutorando do PGTA concede entrevista sobre seu per\u00edodo no MIT"},"content":{"rendered":"Manoel Lucas Machado Xavier\u00a0retornou em 2017\u00a0do renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ele faz parte do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Tecnologias Ambientais (PGTA) da UFMS e realizou realizou parte de seu doutorado nos Estados Unidos. Manoel est\u00e1 usando simula\u00e7\u00f5es computacionais e experimentos de laborat\u00f3rio para entender os processos que ocorrem no interior wetlands constru\u00eddos urbanos e, assim, propor diretrizes de projeto que ser\u00e3o utilizadas para projetar wetlands urbanas constru\u00eddas nas cidades de Los Angeles e Houston, Estados Unidos. No Brasil, o projeto \u00e9 orientado por Johannes G\u00e9rson Janzen, coordenador do Laborat\u00f3rio CFD-UFMS e do PGTA; nos Estados Unidos, o doutorado \u00e9 orientado pela professora Heidi Nepf. Manoel permaneceu um ano nos Estados Unidos realizando parte de suas pesquisas. De volta ao Brasil, ele continua realizando seu trabalho no Laborat\u00f3rio CFD-UFMS e compartilha com a comunidade acad\u00eamica e profissional parte de sua experi\u00eancia na entrevista a seguir.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Qual foi seu objetivo neste tempo no MIT?<\/strong><\/p>\n<p>Realizar experimentos f\u00edsicos e computacionais com o intuito de desenvolver conhecimento a respeito da hidrodin\u00e2mica e de aspectos de qualidade de \u00e1gua de wetlands flutuantes com o objetivo de tratar \u00e1gua de chuva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o seu aspecto favorito nesta estadia?<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhar com uma cientista do n\u00edvel da professora Heidi Nepf (a professora que me prop\u00f4s o projeto e que me co-orienta na minha tese de doutorado).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De que forma esse per\u00edodo no MIT ajudou na sua forma\u00e7\u00e3o como pesquisador?<\/strong><\/p>\n<p>A intera\u00e7\u00e3o com pesquisadores de todas as partes do mundo (n\u00e3o apenas americanos) foi muito frut\u00edfera no aspecto de observar como eles abordam problemas similares aos nossos. Tamb\u00e9m tive a oportunidade de interagir n\u00e3o apenas com o Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do MIT, mas tamb\u00e9m com o CAU (traduzindo, o Centro para Urbanismo Avan\u00e7ado) do MIT, o que me proporcionou uma vis\u00e3o muito mais ampla do meu projeto, saindo um pouco do olhar exclusivamente t\u00e9cnico da \u00e1rea de engenharia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E como pessoa?<\/strong><\/p>\n<p>Novamente, a exposi\u00e7\u00e3o a pessoas vindas de diferentes partes do mundo (convivi com chineses, espanh\u00f3is, indianos, americanos, mexicanos, japoneses) me trouxe contato com a cultura de diversos pa\u00edses (comida, costumes, h\u00e1bitos, etc.). Outro aspecto que me deixou animado foi a constata\u00e7\u00e3o de que os alunos da UFMS que levam seus estudos a s\u00e9rio possuem perfeitas condi\u00e7\u00f5es de estudar no MIT. A grande diferen\u00e7a entre a situa\u00e7\u00e3o deles e a nossa \u00e9 que l\u00e1 eles possuem uma estrutura muito mais preparada para desenvolver seus projetos e talentos, o que, na minha vis\u00e3o, se deve muito ao fato de trabalharem muito pr\u00f3ximos a empresas privadas que desenvolvem tecnologia (Google e Microsoft possu\u00edam pr\u00e9dios literalmente do outro lado da rua do pr\u00e9dio onde eu realizava meus experimentos). As empresas e o MIT se veem como parceiros e aliados, e n\u00e3o como inimigos (como muitas vezes \u00e9 o caso aqui no Brasil).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea, e o seu grupo de pesquisa, continuam interagindo com o Nepf Lab do MIT. Conte-nos um pouco acerca disso.<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que este seja o quarto ano da nossa parceria com o Nepf Lab. Posso dizer que o laborat\u00f3rio de CFD foi pe\u00e7a fundamental na minha ida para l\u00e1. Desde a concep\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio, o professor Johannes G\u00e9rson Janzen, coordenador do laborat\u00f3rio, sempre buscou a intera\u00e7\u00e3o com institui\u00e7\u00f5es de ponta de fora do pa\u00eds. Hoje, al\u00e9m desta parceria com o MIT, temos parceria com a Universidade de Dresden na Alemanha e a Universidade de Auburn nos Estados Unidos. No nosso laborat\u00f3rio acreditamos que essa intera\u00e7\u00e3o com pesquisadores de fora do pa\u00eds traz benef\u00edcios \u00fanicos tanto profissionalmente quanto pessoalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Manoel, para terminar. Quais conselhos voc\u00ea daria para o aluno que deseja realizar pesquisa de alta qualidade?<\/strong><\/p>\n<p>Um conselho bem direto: pesquisa de relev\u00e2ncia \u00e9 feita em ingl\u00eas. N\u00e3o importa se voc\u00ea desenvolveu um projeto que vai livrar o mundo da depend\u00eancia dos combust\u00edveis fosseis (aturem o meu exagero por um momento) e o publicou em um artigo; se esse artigo n\u00e3o for em ingl\u00eas, pouqu\u00edssimas pessoas ir\u00e3o sequer se dar ao trabalho de procur\u00e1-lo (que dir\u00e1 l\u00ea-lo). Procure olhar para a l\u00edngua inglesa n\u00e3o como uma barreira, mas sim como uma ponte que permita que voc\u00ea chegue a cientistas de qualquer parte do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manoel Lucas Machado Xavier\u00a0retornou em 2017\u00a0do renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ele faz parte do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Tecnologias Ambientais (PGTA) da UFMS e realizou realizou parte de seu doutorado nos Estados Unidos. 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