História

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) teve sua origem em 1962, com a criação da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Campo Grande, na cidade de Campo Grande, que seria o embrião do ensino superior público no sul do então Estado de Mato Grosso. Em 26/07/1966, pela Lei Estadual nº 2.620, esses cursos foram absorvidos com a criação do Instituto de Ciências Biológicas de Campo Grande (ICBCG), que reformulou a estrutura anterior, instituiu departamentos e criou o curso de Medicina. O Governo de Estado de Mato Grosso, em 1967, criou em Corumbá o Instituto Superior de Pedagogia e, em Três Lagoas, o Instituto de Ciências Humanas e Letras, ampliando assim a rede pública estadual de ensino superior. Integrando os Institutos de Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas, a Lei Estadual nº 2.947, de 16.09.1969, criou a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT). Em 1970, foram criados os Centros Pedagógicos de Aquidauana e Dourados; incorporados à UEMT. Com a divisão do Estado de Mato Grosso, foi concretizada a federalização da instituição que passou a denominar-se Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, pela Lei Federal nº 6.674, de 05.07.1979. O então Centro Pedagógico de Rondonópolis, sediado em Rondonópolis/MT, passou a integrar a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

Além da sede em Campo Grande, onde funcionam as unidades setoriais Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), Faculdade de Computação (Facom), Faculdade de Direito (Fadir), Faculdade de Medicina (Famed), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famez), Faculdade de Odontologia (Faodo) e Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng); Instituto de Matemática (INMA), Instituto de Química (INQUI) e Instituto de Física (INFI) a UFMS mantém Câmpus em Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, descentralizando o ensino para atender aos principais pólos de desenvolvimento do Estado.

 

A UFMS tem buscado formar profissionais de diferentes áreas que possam influenciar no planejamento e tomada de decisão, podendo-se destacar os cursos de graduação em Engenharia Civil (inicio 1970) e Engenharia Ambiental (início 1999). O curso de Engenharia Civil funciona a quase 50 anos, onde por inúmeras vezes foi avaliado como um dos melhores do país. Já o curso de Engenharia Ambiental criado em 1999, representa um dos primeiros cursos criados no país e o primeiro em uma Universidade Federal, ressaltando assim, a visão progressista e o pioneirismo dos professores desta instituição na formação de profissionais de qualidade. A necessidade de formação de profissionais com uma visão integrada ocorre em virtude do senário global de demanda por produção de alimentos, fibra e combustíveis ter crescido a níveis nunca vistos. Assim, a criação de pensamento crítico voltado principalmente as áreas de recursos hídricos e saneamento ambiental tornou-se fundamental para garantir melhores condições de vida para população. No entanto, além de cursos de graduação verificou-se a necessidade de desenvolvimento científico e tecnológico nas áreas de tecnologia ambiental.

 

Neste sentido, o Departamento de Hidráulica e Transportes ofereceu em 1996 o curso de Especialização em Engenharia Sanitária e Engenharia Ambiental. Este curso foi oferecido para aperfeiçoar a formação de Engenheiros que tinham atuação direta em órgãos da administração Pública Estadual. Esta experiência contribuiu para o incremento da massa crítica local na área ambiental e motivou o grupo de pesquisadores liderado pelo Professor Dr. Carlos Nobuyoshi Ide na criação do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Ambientais – PGTA, o que ocorreu em 1999 (Resolução 019/97 do Conselho Universitário da UFMS). Em 2001 foi credenciado pela CAPES/MEC o curso de Mestrado em Tecnologias Ambientais (Portaria no 1741 de 8 de agosto de 2001 – DOU no 152 de 09/08/2001). Em outubro de 2009 o Conselho Técnico Científico do Ensino Superior – CTC–ES CAPES recomendou o Curso de Doutorado em Tecnologias Ambientais para o PGTA. Assim, o Curso de Doutorado, teve início em março de 2010.

 

O Programa visa atender às exigências técnico-científicas relacionadas ao Saneamento Ambiental, ao Controle da Poluição e Conservação dos Recursos Hídricos. O PGTA foi delineado no sentido de fornecer ao aluno a formação acadêmica, desde a metodologia de pesquisa, como elaboração de projetos de pesquisa científica e tecnológica, até a difusão do conhecimento através de artigos científicos em periódicos com corpo editorial. Além disso, existe atividades específicas que visam a contribuir com a formação dos alunos para atuarem como docentes no ensino superior. É importante ressaltar que o PGTA originou o primeiro curso de Engenharia Ambiental em uma Universidade Federal e vem trabalhando de forma integrada (alunos de graduação e pós-graduação) na formação de profissionais qualificados.

 

O PGTA congrega Professores da FAENG (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografias) e Institutos de Física e de Química. Atualmente, o corpo docente do programa é constituído por pesquisadores com formação e atuação em áreas diversas, envolvendo engenheiros civis, engenheiros ambientais, engenheiros agrônomos, engenheiros químicos, biólogos, geólogos, físicos e químicos. Os professores possuem formação de Doutorado ou estágios de Pós-doutorado na área de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental nas mais respeitadas instituições nacionais e internacionais. Assim, os professores do PGTA interagem participando de projetos, artigos científicos, orientação e geração de patentes com pesquisadores de outras instituições nacionais (IPH-UFRGS; UFSCAR, IG-USP, IAG-USP, EESC-USP, UnB; IQAr-UNESP; IQSC-USP, UFPR, UFSC, UEMS, UFSM, EMBRAPA e IDATERRA/MS) e internacionais (University of Arizona, University of Bristol, Max Planck Institute for Meteorology, Massachusetts Institute of Technology, Karlsruher Institut für Technologie, Universidade de Lisboa, Ghent University, Wageningen University and Research Centrum).

 

Os resultados alcançados no PGTA com a contínua produção científica e tecnológica têm proporcionado a captação de recursos no desenvolvimento de pesquisas científicas. Assim, pesquisadores do programa já coordenarem ou participarem de projetos financiados por importantes órgãos de fomento, tais como FINEP, FAPESP, CNPq, FUNDECT, ANA/GEF/PNUMA/OEA, União Européia. Desde sua criação o programa já captou dezenas de milhões de reais (somente no último quadriênio foram R$ 6 milhões de reais) em projetos aprovados, garantindo assim recursos para construção de laboratórios, aquisição de equipamentos, produção científica, tecnológica e consequentemente a formação qualificada Mestres e Doutores. Deste modo, os alunos egressos do PGTA vêm ocupando posições de destaque no Brasil e no exterior em universidades, institutos de pesquisa, órgãos públicos de gestão e regularização e empresas privadas.