{"id":476,"date":"2018-02-05T09:26:02","date_gmt":"2018-02-05T12:26:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ppgta.ufms.br\/?p=476"},"modified":"2018-02-05T09:27:00","modified_gmt":"2018-02-05T12:27:00","slug":"karina-garcia-concede-entrevista-sobre-seu-periodo-na-universidade-purdue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ppgta.ufms.br\/en\/karina-garcia-concede-entrevista-sobre-seu-periodo-na-universidade-purdue\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas do Brasil) Karina Garcia concede entrevista sobre seu per\u00edodo na Universidade Purdue"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-en\">Sorry, this entry is only available in <a href=\"https:\/\/ppgta.ufms.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/476\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00eas do Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p>Karina Mendes Pinheiro Garcia retornou a pouco tempo dos Estados Unidos onde se envolveu com atividades no <strong>National Soil Erosion Research Laboratory (NSERL), laborat\u00f3rio de pesquisas sobre Eros\u00e3o do Solo dos Estados Unidos<\/strong><strong>. <\/strong>A aluna faz parte do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Tecnologias Ambientais (PGTA) da UFMS e realizou parte de seu doutorado <strong>na Universidade Purdue.<\/strong> \u00a0Karina est\u00e1 estudando a taxa de infiltra\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es brasileiras e estudando as caracter\u00edsticas que a afetam, est\u00e1 sendo elaborado um modelo de taxa de infiltra\u00e7\u00e3o utilizando as caracter\u00edsticas f\u00edsicas do solo e a compara\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos utilizados para determinar a taxa de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo, informa\u00e7\u00e3o essencial para determinar as t\u00e9cnicas de conserva\u00e7\u00e3o do solo que permitem favorecer o desenvolvimento de culturas agr\u00edcolas e permite redu\u00e7\u00e3o dos danos causados \u200b\u200bpor sua reduzida fun\u00e7\u00e3o, como inunda\u00e7\u00f5es, deslizamentos de terra e perdas da camada produtiva do solo.<\/p>\n<p>No Brasil, o projeto \u00e9 orientado pelos professores Teodorico Alves Sobrinho e Paulo Tarso Sanches de Oliveira, enquanto que nos Estados Unidos, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 do prof. Dennis Flanagan. De volta ao Brasil, a aluna continua realizando seu trabalho e compartilha com a comunidade acad\u00eamica e profissional parte de sua experi\u00eancia na entrevista a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0Qual foi seu objetivo neste tempo na NSERL \/PURDUE?<\/strong><\/p>\n<p>O objetivo foi utilizar as informa\u00e7\u00f5es de taxa de infiltra\u00e7\u00e3o obtidas nas condi\u00e7\u00f5es brasileiras e poder desenvolver um modelo para nossas condi\u00e7\u00f5es a partir da experi\u00eancia adquirida nos Estados Unidos. O laborat\u00f3rio de pesquisas sobre eros\u00e3o do solo apresenta diversas pesquisas na \u00e1rea de eros\u00e3o, sedimentos e hidrologia, al\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o ter tradi\u00e7\u00e3o no desenvolvimento de modelos de processos de escoamento superficial e eros\u00e3o h\u00eddrica. \u00a0E poder aprender com a orienta\u00e7\u00e3o do professor Dr. Dennis Flanagan, que possui grande experi\u00eancia na \u00e1rea, sendo um dos desenvolvedores do WEPP, um dos principais modelos de predi\u00e7\u00e3o de perda de solo.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o seu aspecto favorito nesta estadia?<\/strong><\/p>\n<p>Uma Universidade como a Purdue, uma das melhores dos EUA, com toda sua estrutura arquitet\u00f4nica, de laborat\u00f3rios e organizacional \u00e9 fascinante. Mas, conhecer o laborat\u00f3rio Nacional de pesquisa sobre eros\u00e3o do solos, uma refer\u00eancia mundial nos estudos de solos, conhecer os laborat\u00f3rios onde s\u00e3o produzidos a maioria dos artigos e poder conhecer e conviver com os desenvolvedores do modelo do Projeto de Previs\u00e3o de Eros\u00e3o de \u00c1gua (WEPP)\u00a0e a Equa\u00e7\u00e3o Revisada de Perda de Solo Universal (RUSLE), \u00e9 algo gratificante e fant\u00e1stico. Posso afirmar que \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho para qualquer pessoa que trabalha na \u00e1rea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De que forma esse per\u00edodo na NSERL \/PURDUE ajudou na sua forma\u00e7\u00e3o como pesquisador?<\/strong><\/p>\n<p>Durante os est\u00e1gio pude acompanhar as t\u00e9cnicas utilizadas nos estudos de simula\u00e7\u00e3o de chuva realizadas no laborat\u00f3rio, participei de workshops sobre a escrita cient\u00edfica, participei\u00a0 de atividades e discuss\u00f5es semanais sobre t\u00f3picos relacionados a eros\u00e3o, assisti semin\u00e1rios e defesas de teses, participei de dias de campo a fazendas que monitoram produ\u00e7\u00e3o de sedimentos e realizei pesquisas sobre a taxa de infiltra\u00e7\u00e3o, participei de curso de curta dura\u00e7\u00e3o sobre o modelo\u00a0 predi\u00e7\u00e3o de perda de solo (WEPP) e fiz curso da l\u00edngua inglesa. Uma vez por semana, t\u00ednhamos reuni\u00e3o no grupo de pesquisa com o orientador do exterior para falar das atividades desenvolvidas, dificuldades encontradas e evolu\u00e7\u00e3o nos trabalhos. Essa atividade permitiu tanto o aprimoramento da l\u00edngua quanto das atividades acad\u00eamicas. Ao final do est\u00e1gio apresentei um semin\u00e1rio em ingl\u00eas para os integrantes do laborat\u00f3rio sobre os trabalhos realizados, essa experi\u00eancia foi indescrit\u00edvel. O est\u00e1gio possibilitou o aprimoramento da l\u00edngua inglesa, o que facilitar\u00e1 a escrita para publica\u00e7\u00f5es em peri\u00f3dicos internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E como pessoa?<\/strong><\/p>\n<p>A oportunidade do doutorado sanduiche me trouxe um crescimento pessoal tanto quanto profissional.\u00a0 Foi a primeira vez que sa\u00ed do pa\u00eds, viajar para um lugar desconhecido, longe da fam\u00edlia e amigos, com uma l\u00edngua diferente da materna \u00e9 algo que assusta a princ\u00edpio. Tive que me adaptar a um novo pa\u00eds, com cultura totalmente diferente, pude conhecer muitas pessoas, fazer muitas amizades, conhecer o pa\u00eds que \u00e9 a pot\u00eancia mundial, al\u00e9m de viajar para lugares incr\u00edveis. Conheci uma cultura diferente, fiz muitos amigos de diversas partes do mundo, me tornei mais confiante, enfim foi uma experi\u00eancia maravilhosa.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea, e o seu grupo de pesquisa, continuam interagindo com o NSERL. Conte-nos um pouco acerca disso.<\/strong><\/p>\n<p>Mantenho o contato com o prof. Dennis Flanagan, meu co-orientador nos EUA, ele est\u00e1 participando e orientando as publica\u00e7\u00f5es que estou escrevendo. Estamos trabalhando nos artigos desenvolvidos durante o est\u00e1gio no<strong> NSERL para finaliz\u00e1-los e publicarmos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Karina, para terminar. Quais conselhos voc\u00ea daria para o aluno que deseja realizar pesquisa de alta qualidade?<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente nosso pa\u00eds n\u00e3o prioriza a educa\u00e7\u00e3o e essa realidade \u00e9 observada na falta de estrutura e de verba em muitas Universidades, programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e escassez de bolsas de estudos. Se o estudante busca estudar fora, o ideal \u00e9 n\u00e3o desanimar, e tentar outras formas de financiamento, inclusive no exterior. Hoje, existem diversos programas que oferecem bolsas para estudantes brasileiros para diferentes partes do mundo. \u00c9 importante que o aluno procure fazer contato com pesquisadores da sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, se informe sobre possibilidades de parceiras e que o aluno estude outra l\u00edngua, de prefer\u00eancia o ingl\u00eas. Acredito que o doutorado sanduiche, deveria ser atividade obrigat\u00f3ria nos cursos de doutorado, essa experi\u00eancia, permite um aprendizado e crescimento em todos os aspectos. Sempre quis realizar parte dos meus estudos fora do pa\u00eds, confesso que no primeiro momento estive com receio pois, meu marido n\u00e3o poderia me acompanhar. No entanto, ele for grande incentivador para ir em busca dos meus objetivos.<\/p>\n<p>Gostaria de agradecer a todos os que tornaram poss\u00edvel esse est\u00e1gio, ao PGTA, ao prof. Johannes, meus orientadores brasileiros prof. Teodorico e prof. Paulo pelo incentivo e oportunidade, prof. Dennis e a Universidade Purdue, CAPES e todos aqueles que me incentivaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table style=\"height: 332px\" width=\"792\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-479 aligncenter\" src=\"https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20171021-WA0014-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20171021-WA0014-225x300.jpg 225w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20171021-WA0014-768x1024.jpg 768w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20171021-WA0014-240x320.jpg 240w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20171021-WA0014.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Estatua de Neil Armstrong<\/p>\n<\/td>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-478 aligncenter\" src=\"https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20170526-WA0015-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20170526-WA0015-225x300.jpg 225w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20170526-WA0015-768x1025.jpg 768w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20170526-WA0015-767x1024.jpg 767w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20170526-WA0015-240x320.jpg 240w, https:\/\/ppgta.ufms.br\/files\/2018\/02\/IMG-20170526-WA0015.jpg 959w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Universidade Purdue<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sorry, this entry is only available in Portugu\u00eas do Brasil. 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